Um homem foi preso na noite desta segunda-feira (17), em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, por descumprir repetidamente uma medida protetiva de urgência que havia sido concedida em favor da ex-companheira.
A mulher procurou a 127ª Delegacia de Polícia de Armação dos Búzios e relatou aos policiais que o ex-companheiro continuava tentando manter contato, mesmo com a determinação judicial em vigor.
Segundo a Polícia Civil, o homem teria usado redes sociais, aplicativos de mensagens e transferências bancárias por meio do Pix para tentar se comunicar com a vítima.
A mulher também relatou que o ex-companheiro teria passado a acompanhar presencialmente o trajeto que ela fazia diariamente para o trabalho. Um dos episódios relatados à polícia aconteceu na manhã de segunda-feira, durante o deslocamento da mulher para o trabalho.
Segundo o relato, o homem passou pela ex-companheira e por um acompanhante e encarou os dois de maneira ostensiva, em uma atitude considerada intimidatória.
Depois do episódio, novas mensagens teriam sido enviadas pelo suspeito. De acordo com a Polícia Civil, a sequência de situações provocou medo na vítima em relação à própria integridade física e psicológica. Diante dos relatos e da repetição das condutas, o delegado Lauro Coelho, responsável pela 127ª DP, determinou a realização de diligências para localizar o suspeito.
Os policiais civis iniciaram as buscas com apoio da Central de Monitoramento da Guarda Civil Municipal de Armação dos Búzios. O homem foi localizado em seu residência e abordado pelos agentes. Segundo a Polícia Civil, ele não ofereceu resistência e foi conduzido à delegacia.
Na unidade, o suspeito foi apresentado à autoridade policial e permaneceu preso, aguardando transferência para o sistema prisional. Ele foi autuado pelo crime de descumprimento de medida protetiva de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha.
A Polícia Civil reforçou que o descumprimento de medidas protetivas é crime e que informações sobre novas violações devem ser comunicadas às autoridades para que sejam adotadas as medidas necessárias para proteger as vítimas.























